quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Jornal São Salvador do mês de julho já está quase pronto! Não deixe de conferir na editoria Umdia.com o perfil de Jucineide, da Igreja da Trindade. Uma linda história marcada pela opção pelos mais pobres!
É com muita alegria que a Arquidiocese de Salvador apresenta o novo Bispo Auxiliar, Dom Giovanni Crippa, IMC, durante uma Missa na Catedral Basílica (Terreiro de Jesus), no próximo dia 30 de junho, às 10h. Participe deste momento importante! Saiba mais informações sobre Dom Giovanni no nosso portal!


Olá! Avisamos aos coordenadores da Pascom nas foranias da Arquidiocese de Salvador que teremos reunião no dia 7 de julho, às 14h, na Igreja Ascensão do Senhor (3ª Avenida - Centro Administrativo da Bahia - CAB). Neste mesmo dia haverá missa às 17h. Não deixe de participar!

Paz e bem,
Pastoral da Comunicação Arquidiocesana

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Agentes da Pascom se reúnem no CAB

No dia 12 de abril será realizada a segunda reunião deste ano com os agentes da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador. O encontro será na Igreja Ascensão do Senhor (3ª Avenida, Centro Administrativo da Bahia – CAB), às 14h. Mais informações pelo telefone (71) 4009-6604. Não deixe de participar!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Aulas dos cursos de Libras e Fotografia são ministradas a partir desta quarta-feira (14)

Os cursos de Libras e Fotografia, promovidos pela Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador, tiveram início nesta quarta-feira (14). Com duração de três meses, sempre às quartas-feiras, das 13h30 às 16h, o curso é ministrado por Aline Porto, graduada em Letras pela Unijorge, especialista em Libras e formadora na educação de surdos, e custa R$ 60 (mensalidade). Já o curso de Fotografia é ministrado por Sérgio Portela, publicitário formado pela Univale, com prática em fotografia publicitária, e tem a duração de um mês, sempre às quartas-feiras das 9h às 11h30, e o investimento é de R$ 100 (taxa única). Vale ressaltar que ainda há vagas para quem pretende se inscrever nesses cursos. Mais informações pelo telefone (71) 4009-6604 (Veridiana). Confira as fotos no portal da Arquidiocese de Salvador. Inscreva-se!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pascom promove cursos de fotografia e libras

Já estão abertas as inscrições para os cursos de fotografia e de libras promovidos pela Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador (Pascom). Os interessados devem entrar em contato através do telefone (71) 4009-6604 (Veridiana). Confira abaixo mais informações sobre os cursos:

CURSOS E OFICINAS – 2012


CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA:

Ministrado por Sérgio Portela: publicitário formado pela Univale, com prática em fotografia publicitária.

* Início do curso: 14/03/2012 (duração de um mês)

* Sempre às quartas-feiras, das 09h às 11h30 (Requisito básico: máquina digital)

* Mínimo de pessoas para que o curso aconteça: 10 / Máximo de pessoas por turma: 15

* Investimento: R$ 100 (parcela única)


CURSO DE LIBRAS (Língua brasileira de sinais) - NOÇÕES BÁSICAS:

Ministrado por Aline Porto: graduada em letras pela Unijorge, formadora na educação de surdos, especialista em Libras.

* Início do curso: 14/03/2012 (duração de três meses)

* Sempre às quartas-feiras, das 13h30 às 16h

* Mínimo de pessoas para que o curso aconteça: 15 / Máximo de pessoas por turma: 35

* Investimento: mensalidades de R$ 60

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Entrevista com o professor Luciano Santos

Para o professor Luciano Santos a religião existe para responder as profundas inquietações do ser humano
Neste mês de outubro, o Jornal São Salvador publicou uma matéria sobre os dados que a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas publicou no último mês de agosto, sobre as religiões no Brasil. Tivemos a oportunidade de conversar com professor de filosofia Luciano Santos e com o bispo auxiliar de Salvador, Dom Gregório Paixão, osb. Como o espaço do jornal é limitado, vamos publicar na íntegra o resultado dessas conversas. Acompanhe!
1) De acordo com os dados da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, intitulada “Novo Mapa das Religiões”, no Brasil 89% de sua população acredita que a religião é importante. Por outro lado, temos uma grande transição de pessoas entre as religiões e um número significativo dos que se declaram sem religião. Como interpretar essa realidade? Qual é o papel da religião na vida humana atualmente?
Creio que a importância atribuída à religião por uma parcela tão expressiva da população brasileira se deve, em primeiro lugar, a um dado histórico básico: a forte presença do elemento religioso nas matrizes culturais ameríndia, ibérica e africana que atuaram na formação do povo brasileiro. A religiosidade está, por assim dizer, em nosso “DNA” cultural; atua em nossos extratos anímicos mais profundos e é uma das mais poderosas fontes simbólicas de nosso imaginário. Acrescente-se a isto o fato de o Brasil ainda ser uma nação predominantemente agrária (tendência em franca reversão) e de haver entrado somente há pouco mais de um século na modernidade técnica-científica-urbana-industrial, com sua mentalidade republicana e secularista, que afirma a auto-suficiência da razão e advoga a supremacia dos valores laicos sobre os religiosos. 
No entanto, se a secularização ainda não se mostrou suficiente para arrancar as fundas raízes de nossa histórica religiosidade, ela já exerce uma influência poderosa em amplas camadas da sociedade, sobretudo nas classes mais abastadas dos grandes centros urbanos, o que parece explicar o número crescente dos que se declaram sem religião. Por vezes, para pessoas de certo poder aquisitivo, bem instruídas e de alta competência profissional, esclarecidas, críticas, que viajam pelo mundo e manejam os mais sofisticados aparatos tecnológicos, pode soar “primitivo” aderir a artigos de fé sem manifesto respaldo científico, provindos das profundezas de um Passado que já parece definitivamente ultrapassado.  Quanto à alta mobilidade entre as religiões registrada na pesquisa, um importante fator é a gradual e intensa perda de hegemonia social da Igreja Católica desde o século passado, que corresponde a um mais amplo processo de “descristianização” já em curso nos países desenvolvidos do Ocidente.  
Com esse refluxo da Cristandade tradicional, abre-se um significativo espaço no campo das crenças, ocupado nos anos 1980 pelo espiritismo e pelas manifestações do esoterismo New Age, especialmente entre jovens e adultos de classe média, e, também e cada vez mais, pelas igrejas neo-pentecostais, de crescimento avassalador nas camadas populares. Essa intensa migração entre as religiões é ainda favorecida por algumas características culturais da sociedade contemporânea (por alguns chamada de “pós-moderna”), a exemplo da “atomização social” e do individualismo, que hipertrofia o sujeito e o erige em centro da existência; e do consumismo, que reduz as coisas a objetos de satisfação desse sujeito isolado em si mesmo. 
Nesse contexto, nasce uma religiosidade self service e fast food, híbrida, mutante e “fluida”, feita “ao gosto” do indivíduo e de seus interesses momentâneos, e incapaz de mobilizar adesões profundas e compromissos a longo prazo. Por outro lado, como a religião existe para responder a uma incontida exigência de sentido do coração humano, a busca por formas autênticas de espiritualidade tende paradoxalmente a intensificar-se, hoje em dia, na mesma medida em que se desmascaram as formas descartáveis de religiosidade e as ilusões do consumismo, que confunde felicidade com bem-estar individual.  
Luciano Costa Santos é Professor Adjunto de Filosofia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Professor Convidado da Pós-Graduação em Filosofia Contemporânea da Faculdade São Bento da Bahia (FSBB). Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio no Institut Catholique da Paris. É autor de “O Sujeito Encarnado – a Sensibilidade como Paradigma Ético em Emmanuel Levinas” (Ed. UNIJUÍ), entre outras obras. Email: lucostasantos1@gmail.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dom Celli e a Era Digital na Igreja Católica


Dom Claudio Maria Celli é presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais 
Foto: TV Canção Nova

A Igreja tem de falar a linguagem do homem moderno, se quer ser entendida. Esta foi uma das mensagens que o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli deixou no último sábado nas Jornadas da Comunicação Social, em Fátima, no seu discurso sobre a “Era Digital e comunicação na Igreja Católica”. “A Igreja deve dialogar com esta cultura digital originada pelas novas tecnologias. Necessitamos fazer este diálogo, porque é o diálogo com o homem de hoje, cuja vida está marcada, transformada por estas tecnologias. Tenho de falar uma linguagem que o homem e a mulher de hoje entendam. Uma coisa é falar com uma criança de 10 anos, outra é falar com um homem de 40 ou com um homem de 60, são momentos distintos da vida, e a minha linguagem deve sintonizar-se com a experiência humana, com as exigências, os desejos, os sofrimentos, as alegrias de cada momento da vida. Esta é uma das grandes tarefas da Igreja”, afirmou.
O presidente Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais disse ainda, que o tema escolhido pelo Papa para o próximo Dia Mundial das Comunicações é “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”. Dom Claudio Maria Celli explicou que Bento XVI e a Igreja se preocupam com o lado “humano” e não apenas tecnológico da nova “cultura digital”. Daí que o Papa quer alertar, desta vez, para a importância do silêncio que o Homem moderno tanto receia, mas que é fundamental para a própria comunicação que hoje tem demasiado “ruído”.
“O Santo Padre quer convidar-nos a compreender que a comunicação deve ter sempre uma dimensão humana. O Papa pede que a comunicação, com ou sem tecnologia, seja uma comunicação profundamente humana e é indiscutível que se exija um silêncio”, afirmou. Dom Claudio Maria Celli acrescenta que “hoje em dia as pessoas têm medo do silêncio porque é um silêncio vazio e não é disto que o Papa quer falar. Quer falar de um coração do homem e mulher que procuram o silêncio para se encontrarem a si mesmos, para se conhecerem a si mesmos, mas, ao mesmo tempo, para ter uma dimensão de abertura face ao outro, para que o outro possa entrar no meu coração e eu o possa conhecer mais profundamente”. (SP)
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Papa anuncia o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações


“Silêncio e Palavra: caminho de evangelização” é o tema escolhido por Bento XVI para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais que se realizará em 20 de maio de 2012, no domingo que antecede Pentecostes. A mensagem do Papa para esse evento tradicionalmente é divulgada em 24 de janeiro, em memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas.
De acordo com uma nota do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, no pensamento de Bento XVI, “o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante da comunicação, mas sim como um necessário elemento de integração”. Para o Pontífice, “o silêncio, justamente porque favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento, pode ser visto como um primeiro grau de acolhimento da palavra”.
A nota ainda manifesta a vontade do Papa de sincronizar o tema da Jornada com a celebração do Sínodo dos Bispos. Este que terá como tema “a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi estabelecido pelo Concílio Vaticano II com o Decreto Inter Mirifica de 1963. (ED)

Fonte: Rádio Vaticana

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cursos na Pascom


A Pastoral da Comunicação realiza mais uma edição dos Cursos Rápidos de Iniciação a Comunicação (CRIAC). Confira os cursos:
·        Oficina de Fotografia – Será realizada no dia 8 de outubro e ministrada por Mariana Miranda, fotógrafa e jornalista, das 8h às 12h30. É importante que os participantes tragam sua máquina fotográfica. A inscrição custa R$ 40,00.
·        Português aplicado à Pastoral – O curso tem início a partir do dia 18, com carga horária de 40 horas. As aulas ministradas pela professora Letícia Portela, mestra em Língua Portuguesa, acontecem às quartas e sextas-feiras, em dois horários: das 9h às 10h30 e das 13h às 14h30. A mensalidade do curso custa R$ 60,00.
·        Oficina de Voz – Na oficina que tem início no dia 11 de outubro, os interessados aprenderão exercícios para o cuidado com a voz. As aulas serão realizadas pela fonoaudióloga Emile Rocha, sempre às terças-feiras, das 9h às 10h, até o dia 22 de novembro. A taxa de inscrição custa R$ 40,00.
Os cursos acontecem na sede da Pascom (Avenida Leovigildo Filgueiras, 270, Garcia) e as inscrições para podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam a metade do valor da inscrição. Outras informações pelo telefone 4009-6604.

domingo, 25 de setembro de 2011

O sucesso visto por um cristão



            Se o cristão pode, sem escrúpulo, falar de sucesso, é porque ele atribui a esse termo dimensões que não se encontram, precisamente, no star system de Hollywood:
  • A confiança total no Pai
  • O impacto sobre os sofrimentos mais pungentes
  • A cruz
Jesus possuía sem dúvida dons excepcionais para curar doenças e multiplicar doenças e multiplicar pães. Isso não é o específico do “sucesso cristão” mas sim a confiança total do Cristo nAquele que ele chamava de “Pai”. Palavras incríveis pouco antes da ressurreição de Lazaro: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves” (João 11, 41-42). É realmente muito poderoso quem pode falar dessa maneira: a fonte da vida corre nele sem nenhum obstáculo.
Outra razão do sucesso: o Messias é aquele que toca diretamente a miséria do povo. Ele vai para onde se faz o mal, para onde está o mal. Ele desaloja os demônios de seu tempo, de modo concreto e radical. Ele põe de pé, faz ver, reintegra na comunidade e denuncia a opressão dos fariseus e dos sacerdotes.
O sucesso cristão, enfim, possui uma originalidade: ele abraça a cruz. O teste da estrela cristã está na maneira de abordar a cruz. Não existe sucesso cristão que não tenha passado pela cruz: cruz secreta da agonia interior e da dúvida, cruz das críticas e do fracasso, cruz do abandono pelos amigos, cruz da injustiça e da prisão.
Por que essa cruz é necessária? Porque ela realiza em nós a morte do ego e torna transparente aos olhos de todos a justiça e a força de Deus. Quando os espectadores daquela época viram o Cristo abatido e traspassado na cruz, compreenderam melhor do que quando viam os milagres de cura: “De fato! Esse homem era justo!”, disse o centurião após a morte de Jesus (Lucas 23, 47).
O publicitário Séguéla fez um bom diagnóstico ao afirmar que os políticos midiáticos cuidam de seus egos: “A política está doente pelo excesso de palavras, pelo excesso de falsidade. Com frases demasiadas e ênfase exagerada, ela ficou embriaga pelos continentes, mas perdeu seu conteúdo. Existir é simples, basta expressar sua alma, não ego”. Quando isso ocorre, não é a potência de Deus que fala, mas meu pequeno ego inflado. É por isso que os políticos buscam a sim mesmos, não o bem do público. Muitas vezes, por trás das belas frases, é a estrela que busca a si mesma, enfeitando-se com bons sentimentos. O sofrimento é necessário para nos apartar de uma estrela mundana. Cristo nunca procurou a própria glória. Existe um ponto no qual, como comunicador, meço minha distância com o Cristo: a busca de minha glória e de meu sucesso está colada na pele. Mas a cruz me é tão necessária quanto a luz. Não porque a cruz endurece ao fazer sofrer, mas porque ela mata o ego ao fazê-lo perder a sua cara. Esse homem Jesus, pendurado na cruz, perde seu belo rosto de superstar, sua atração junto às multidões: ele se obriga a abandonar-se àqueles mesmos que o matam. A cruz é a perda da imagem bela. Mistério difícil de ser proclamado! Temos de entender que a cruz não é para nós, comunicadores, um caminho opcional, uma disposição virtuosa qualquer, ela é uma necessidade de perseguição como uma necessidade do próprio ministério. Assim como quem corre uma maratona precisa exercitar-se o ano inteiro para a prova, do mesmo modo é necessário a quem evangeliza introduzir e experimentar a cruz em sua vida. Não para adquirir músculos, mas para esvaziar-se do ego. Mas do que nunca, nessa cultura do sucesso midiático, somos obrigados – para evangelizar – a nos alegrar com nossas fraquezas, humilhações, necessidades, perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco é que sou forte” (2Coríntios 12,10).
Quando o ego cede seu lugar, transparece a potência de Deus: os cristãos conhecem esta fala. É preciso então procurar a fraqueza, a dificuldade, o revés? Não é preciso procurar aquilo que virá inelutavelmente. Penso que nossa comunicação deveria enraizar-se numa dupla atitude: o sucesso e a fuga, a imersão midiática e a solidão. Cristo na vida pública, apresenta este duplo aspecto: ele mergulha no sucesso da multiplicação dos pães e, à tardinha, retira-se para a montanha (João 6,1-5). Perigoso controlar a audiência e ser ovacionado pelo público: são alimentos artificiais que revigoram o ego. Também a solidão da presença de si mesmo e de Deus pertence ao nosso treinamento cotidiano. O específico do sucesso cristão não é o amor pela cruz como tal, nem o prazer de se humilhar e ser o último de todos, mas a convicção de que a cruz é intrínseca à vida plena e à manifestação de Deus. Sem a cruz, somos incapazes de conformar nosso ego e, sem ela, as pessoas não conseguem perceber aquilo que nos anima por dentro.
As Igrejas pobres ou em dificuldade fazem-nos recordar, melhor que outras a lei da cruz. A revista Ásia Focus cita as palavras de um jornal do Paquistão: “Diferentemente dos lugares onde a teologia é construída nas universidades ou nos seminários relativamente confortáveis [...] a Igreja da Ásia fala mais da cruz, da fraqueza e kénose de Jesus. Os cristãos acolhem com mais prazer uma Igreja que é humilde, paciente e impotente, mas que vive na esperança...”.

(BABIN Pierre e ZUKOWSKI Ângela An. Mídias chance para o Evangelho. Edições Loyola, São Paulo, 2005.)

sábado, 24 de setembro de 2011

Continuar o Evangelho é continuar o impacto


          Um pouco mais de espiritualidade!

             Não identificamos Jesus com os profissionais de comunicação. Jesus não tem nada de jornalista: ele não narra o fato, ele o faz. Os evangelistas foram chamados de primeiros jornalistas, Paulo e Pedro apenas fizeram reverberar o golpe. O Evangelho é da ordem do fato, do golpe. Mas jornalistas e evangelistas têm isto em comum: visam antes de tudo o impacto, seja este um furo jornalístico ou um milagre, a quantidade de exemplares vendidos ou o número de fiéis. Por outro lado, Jesus – como os jornalistas – insere-se de imediato no tecido das infelicidades e das tramas. Ele prefere os doentes e pecadores aos bem apessoados, os trens que descarrilam aos que chegam no horário. A Boa Nova não é anúncio de um céu intemporal, é golpe desferido nas doenças e nos exploradores de então.
            Qual foi o segredo de Jesus? Esse homem testemunhou um amor e uma visão que vinham de outro lugar. Em sua fuga para o Templo de Jerusalém, aos doze anos, deu provas de caráter e discernimento fora do comum: fugir assim, e tão jovem, demonstra que o mal era já uma experiência que o fazia sofrer. Jesus conhecia o mal, fosse ele chamado de Satã, paralisia ou neurose, dominação dos ricos ou hipocrisia dos sacerdotes. Além disso, ligado a seu Pai, Jesus mostrou um incrível poder, não somente de sedução, mas de Solução. O segredo de seu impacto é idêntico ao dos grandes filmes: Jesus conheceu o mal de sua geração. Ele encarnou a grande luta cósmica entre Bem e o Mal. O Evangelho... é o Mal que “escoa”.
            É nosso dever, como pequenos profetas, não repetir uma boa nova intemporal, mas ouvir o grito de nossas populações, a começar pelas mais infelizes. E, ao mesmo tempo, fazer coincidir a infelicidade e a felicidade, a aflição e a Boa Nova. Saber como transmitir o Evangelho na televisão é secundário, falso até. A verdadeira questão é esta: como provocar impacto, como, falando a linguagem de meu povo, engajar-me no grande combate entre liberdade e escravidão, entre doença e vida, entre morte e Vida Plena? Eu diria: o sucesso, em termos cristãos é esse tipo de impacto. Vamos analisá-lo mais de perto, porque tocamos aqui numa das questões fundamentais que se põem todos os dias para cada comunicador cristão.

(BABIN Pierre e ZUKOWSKI Ângela An. Mídias chance para o Evangelho. Edições Loyola, São Paulo, 2005.)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sucesso x Evangelho

Que tal aproveitar o fim de semana para uma reflexão? Segue um bom texto sobre espiritualidade e comunicação. Partilhe com seu grupo de Pascom, com seus amigos!

Qual a relação entre star, sucesso e Evangelho?



Uma das categorias fundamentais que encontrei no universo midiático foi o sucesso. Sucesso ligado à audiência e, portanto, à publicidade e ao dinheiro. Os americanos, mais do que nós mergulhados nesta cultura, surpreenderam-me sempre quando perguntavam de chofre: “Você faz sucesso?” Proveniente de uma cultura literária onde prevalecem idéias justas e talvez humildes, eu quase me escandalizava. Uma outra categoria, equivalente à do sucesso, é a do star system. Basta lembrar o filme Jesus Cristo, Superstar!  Teria Jesus cultivado o sucesso? Podemos considerá-lo uma estrela? Como cristãos, devemos procurar o sucesso, entrar na corrida pela audiência, na busca do estrelismo? Dizia-me Pe Antônio Rego, realizador de programas religiosos na televisão portuguesa: “Quando eu fazia meus primeiros programas para a televisão, consagrava todo tempo à criação e à produção de uma boa mensagem. Hoje, na condição de diretor de programa na TV1, passo meu tempo no controle de audiência”. É este o bom caminho? Apesar de minhas reticências sobre o assunto devo reconhecer que existe uma certa conivência entre o Evangelho e as categorias midiáticas de star e do sucesso. Qual a relação entre sucesso e Evangelho? Encontro no dicionário a primeira resposta a esta pergunta. Depois de se referir à etimologia da palavra sucesso (successus, succedere, avançar sobre), o dicionário Robert dá uma primeira definição: “Aquilo que acontece de bom ou de mau após um ato, um fato inicial”. Embora o termo tenha sido utilizado posteriormente no sentido de êxito e bom resultado, eu o tomo aqui no seu sentido primeiro e fundamental: a essência do sucesso não é o êxito, mas o impacto. Realmente, como negar que Jesus fez sucesso? Sua pessoa e suas ações tiveram enormes resultados durante sua vida, e mais ainda depois de sua morte. A Bíblia, que contém o livro dos evangelhos, permanece como o maior sucesso mundial de livraria de todos os tempos. Posso acrescentar: o Evangelho está intrinsecamente ligado ao sucesso no sentido de impacto. No dia em que o impacto acabar, o Evangelho acaba.
            Podemos imaginar Jesus tomando o ônibus, indo à periferia das grandes cidades: Paris, Nova York, Tóquio, Londres, Calcutá, São Paulo. Jesus perdendo-se nessas “supercidades” de 20 a 50 milhões de habitantes que, a não ser em caso de catástrofe, se desenham em nosso futuro. Jesus empurrando um carrinho nos supermercado, Jesus nos arrabaldes, ricos ou imundos, proibidos ou protegidos pela polícia. Jesus no meio de desempregados e velhos, com jovens de penteados espetaculares. O que Jesus teria dito? Ele choraria sobre as nossas cidades como chorou sobre Jerusalém? Uma coisa pode ser considerada certa: ele faria sucesso, no sentido de impacto. Como no passado, ele despertaria o entusiasmo e o conflito. Por quê?

((BABIN Pierre e ZUKOWSKI Ângela An. Mídias chance para o Evangelho. Edições Loyola, São Paulo, 2005.)

Compartilhe conosco a sua reflexão a partir desse texto! Deixe um comentário!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diretrizes da Pascom da Arquidiocese de Salvador

Para alcançar um objetivo traçamos metas, planejamos ações... No trabalho da Pascom na Arquidiocese de Salvador buscamos compreender a nossa missão e definimos algumas diretrizes que norteiam o nosso caminho. Essas diretrizes nasceram de um trabalho feito pela equipe Arquidiocesana de Pascom e foi compartilhada com os agentes de Pascom paroquial. Agora compartilhamos com você a síntese desse trabalho!


A Pastoral da Comunicação é:
  •  Um grupo de pessoas que respondendo ao chamado de Jesus Cristo se reúne para ser comunicação com oração e ação.
  • Um grupo de pessoas que dialoga com a realidade, comunicando o Evangelho, em vista de transformá-la.
  • Uma comunidade atenta a tudo o que acontece na Igreja para comunicar o que ela realmente é e faz.
  • Uma construção em mutirão.
  • Um grupo protagônico, proativo e espiritualizado.
  • Uma comunidade que faz parte de uma rede de comunidades dentro da paróquia, na relação da paróquia com a diocese e com toda sociedade.
  • Um grupo que cuida da qualidade dos relacionamentos interpessoais e intergrupais.
  • Um grupo que cuida da comunicação da Igreja com a sociedade através dos meios de comunicação sociais.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Conhecendo a Profissão



Com o objetivo de divulgar e esclarecer assuntos relacionados às profissões ligadas à área de Comunicação, a exemplo de Publicidade, Jornalismo e Relações Públicas, estudantes do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica do Salvador (UCSAL), conhecidos como Publicitários de Elite, realizam pela segunda vez o evento Conhecendo a Profissão. Pensado em um formato interativo, o encontro acontece entre os dias 19 e 21 de setembro, sempre das 19h às 21h, no Café Primaz + Cultura, localizado no bairro do Garcia.
Segundo o coordenador-geral do evento, Luís Carlos Teles, a iniciativa visa possibilitar a participação de pessoas interessadas em discutir os novos desafios e impactos causados pelas mídias sociais. “Alguns estudantes ficam um pouco perdidos na profissão. A ideia é justamente possibilitar a interação entre estudantes e profissionais, na tentativa de esclarecer pontos importantes para quem está começando”, afirma.
Além do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, participam do Conhecendo a Profissão o PhD em Comunicação e Cultura Contemporâneas Thiago Falcão, o jornalista, radialista, apresentador e editor-chefe do BA TV Jefferson Beltrão, o radialista Naldão Animal e a cantora e compositora Ana Mametto. Palestras, workshops e cursos voltados para o mundo digital integram a programação do evento.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Jornal São Salvador entrevista jovem missionária do Pontos Coração


Se entregar de corpo e alma ao projeto de Deus, servindo e ajudando aos menos favorecidos. Foi com este objetivo que Noélia Defina decidiu fazer parte do Movimento Pontos Coração. Aos 24 anos, Nany, como gosta de ser chamada, deixou a casa dos pais em Buenos Aires, na Argentina, para passar 18 meses em missão no Brasil. Essa história você confere no Jornal São Salvador, no mês de outubro. Não perca!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Curso sobre Produção de Eventos



Com o objetivo de capacitar quem deseja atuar com produção de eventos, a Pastoral da Comunicação realiza no dia 17 de setembro, das 8h às 17h30, mais uma edição dos Cursos Rápidos de Iniciação à Comunicação (CRIAC). As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Pastoral de Comunicação (Pascom), localizada na avenida Leovigildo Filgueiras, 270, Garcia. É importante lembrar que estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam a metade do valor da inscrição. Para mais informações pelo telefone: 4009-6688 ou 4009-6604.

Monitores/Currículuns:

Wedson de Oliveira Araujo, missionário, consagrado na Comunidade de Vida Shalom, residente em Salvador desde maio de 2007. Em Aracaju exerceu a função de Diretor de Programação e do Clube do Ouvinte da Rádio Cultura de Sergipe. Em 2005 e 2006 coordenou o Magnificat na capital Sergipana (semente do atual Halleluya) e produziu o Halleluya Salvador. Na capital baiana coordena os eventos da Comunidade Católica Shalom desde 2007.
Itamar Santos, Gestor de Eventos IBES/FACSAL, BI Artes da UFBA, Produtor musical do CD "Chega pra Ca" e "Promocional" da Banda Alto Louvor, Diretor Artístico do Halleluya Salvador 2010/2011, Produtor do Projeto Salvador Acontece (Pascom).
Rafael Gomes, Publicitário, graduado pela FTC, com especialização em Marketing pela UNIFACS. Atualmente é coordenador dos departamentos de marketing e comercial da ST Estruturas; Assessor de Produção e de Comunicação da Banda Alto Louvor e responsável pela assessoria de imprensa do cantor Davidson Silva.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

3º Encontro Nacional da Pascom acontecerá em 2012


Equipe dos Coordenadores Regionais prepara o Encontro Nacional da  Pascom

A Casa de Retiros Assunção, em Brasília (DF), foi palco, ontem, 30, de mais uma reunião dos Coordenadores Regionais da Pastoral da Comunicação (Pascom), a fim de debater e organizar o 3º Encontro Nacional da Pascom, que acontecerá em Aparecida, interior de São Paulo, de 19 a 22 de julho de 2012.
Os oito representantes, de várias partes do Brasil, definiram a grade de programação, os palestrantes e atividades que serão desenvolvidas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. O padre Manoel de Oliveira Filho, coordenador Arquidiocesano da Pascom, representa o Regional NE 3 da CNBB (Bahia/Sergipe). Os participantes divulgaram ainda o blog oficial do 3º Encontro Nacional da Pascom.
Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, irmã Élide Fogolari, o encontro nacional da Pascom será, durante três dias “o centro de convergências para todas as pessoas que fazem a comunicação católica no Brasil e desejam aprimorar o ser e o fazer evangelização através da comunicação”.
As inscrições para o 3º Encontro Nacional da Pascom estarão abertas a partir do dia 1º de fevereiro de 2012.

*Fonte: CNBB

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Qual o primeiro passo para iniciar a Pascom na minha paróquia?



            Promessa feita, promessa cumprida!
Nossa amiga Ivani quer saber como e por onde começar o trabalho de Pascom. Então sugerimos algumas coisas. Em primeiro lugar é preciso compreender que toda pastoral [= Ação do Pastor] nasce de uma demanda da comunidade. Antes de qualquer coisa é preciso responder à pergunta: por que precisamos da Pastoral da Comunicação?   A resposta não deve ser fruto do que uma pessoa pensa e sim da reflexão feita em comunidade.
            Quando pensamos em começar a Pascom sempre corremos o risco de querer fazer coisas apenas. Geralmente os grupos nascem para fazer o jornal da paróquia, o site ou o programa de rádio. A missão da Pascom ultrapassa a linha do fazer e sua principal meta é integrar pessoas, comunicar ao mundo o que a Igreja verdadeiramente é e faz. De acordo com o Documento da CNBB, nº 75, Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio, a Pascom é a “pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação”.
            Outro aspecto que deve ser levado em consideração no início dos trabalhos da Pascom é o grupo. Não existe “euquipe”! A equipe da Pascom deve ser formada por pessoas que se identifiquem com a missão de evangelizar através da comunicação. E para integrar uma equipe de Pascom não é preciso ser um profissional da área de comunicação. Mas é necessário ter disponibilidade, estar inserido na comunidade. O agente de Pascom é alguém que reza e está conectado com o mundo.
            E o que fazer em grupo? A Igreja tem uma coleção de documentos sobre a comunicação, sem contar os muitos livros publicados sobre essa temática. É bom que o grupo conheça o que a Igreja pensa e deseja de nós. Paralelo ao estudo deve estar o planejamento da pastoral. E sobre esse assunto a gente conversa depois!
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Irmã Helena Corazza na Pascom

Um bate-papo com agentes da Pascom marcou a visita da Irmã Helena Corazza, fsp, à sede da Pastoral no dia 26 de agosto. Além da equipe arquidiocesana, também participaram desse momento agentes das paróquias de São Gonçalo do Retiro, São Francisco de Assis / Boca do Rio, Santo Antônio/ Cosme de Farias, Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora dos Mares e Santo Amaro de Ipitanga. Também estiveram conosco a equipe da Pascom da Arquidiocese de Feira de Santana. Foi um momento de troca de saberes e experiências.

Irmã Helena Corazza é presidente da Signis Brasil, associação de veículos de comunicação católicos e membro da Equipe de Reflexão da CNBB.