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domingo, 25 de setembro de 2011

O sucesso visto por um cristão



            Se o cristão pode, sem escrúpulo, falar de sucesso, é porque ele atribui a esse termo dimensões que não se encontram, precisamente, no star system de Hollywood:
  • A confiança total no Pai
  • O impacto sobre os sofrimentos mais pungentes
  • A cruz
Jesus possuía sem dúvida dons excepcionais para curar doenças e multiplicar doenças e multiplicar pães. Isso não é o específico do “sucesso cristão” mas sim a confiança total do Cristo nAquele que ele chamava de “Pai”. Palavras incríveis pouco antes da ressurreição de Lazaro: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves” (João 11, 41-42). É realmente muito poderoso quem pode falar dessa maneira: a fonte da vida corre nele sem nenhum obstáculo.
Outra razão do sucesso: o Messias é aquele que toca diretamente a miséria do povo. Ele vai para onde se faz o mal, para onde está o mal. Ele desaloja os demônios de seu tempo, de modo concreto e radical. Ele põe de pé, faz ver, reintegra na comunidade e denuncia a opressão dos fariseus e dos sacerdotes.
O sucesso cristão, enfim, possui uma originalidade: ele abraça a cruz. O teste da estrela cristã está na maneira de abordar a cruz. Não existe sucesso cristão que não tenha passado pela cruz: cruz secreta da agonia interior e da dúvida, cruz das críticas e do fracasso, cruz do abandono pelos amigos, cruz da injustiça e da prisão.
Por que essa cruz é necessária? Porque ela realiza em nós a morte do ego e torna transparente aos olhos de todos a justiça e a força de Deus. Quando os espectadores daquela época viram o Cristo abatido e traspassado na cruz, compreenderam melhor do que quando viam os milagres de cura: “De fato! Esse homem era justo!”, disse o centurião após a morte de Jesus (Lucas 23, 47).
O publicitário Séguéla fez um bom diagnóstico ao afirmar que os políticos midiáticos cuidam de seus egos: “A política está doente pelo excesso de palavras, pelo excesso de falsidade. Com frases demasiadas e ênfase exagerada, ela ficou embriaga pelos continentes, mas perdeu seu conteúdo. Existir é simples, basta expressar sua alma, não ego”. Quando isso ocorre, não é a potência de Deus que fala, mas meu pequeno ego inflado. É por isso que os políticos buscam a sim mesmos, não o bem do público. Muitas vezes, por trás das belas frases, é a estrela que busca a si mesma, enfeitando-se com bons sentimentos. O sofrimento é necessário para nos apartar de uma estrela mundana. Cristo nunca procurou a própria glória. Existe um ponto no qual, como comunicador, meço minha distância com o Cristo: a busca de minha glória e de meu sucesso está colada na pele. Mas a cruz me é tão necessária quanto a luz. Não porque a cruz endurece ao fazer sofrer, mas porque ela mata o ego ao fazê-lo perder a sua cara. Esse homem Jesus, pendurado na cruz, perde seu belo rosto de superstar, sua atração junto às multidões: ele se obriga a abandonar-se àqueles mesmos que o matam. A cruz é a perda da imagem bela. Mistério difícil de ser proclamado! Temos de entender que a cruz não é para nós, comunicadores, um caminho opcional, uma disposição virtuosa qualquer, ela é uma necessidade de perseguição como uma necessidade do próprio ministério. Assim como quem corre uma maratona precisa exercitar-se o ano inteiro para a prova, do mesmo modo é necessário a quem evangeliza introduzir e experimentar a cruz em sua vida. Não para adquirir músculos, mas para esvaziar-se do ego. Mas do que nunca, nessa cultura do sucesso midiático, somos obrigados – para evangelizar – a nos alegrar com nossas fraquezas, humilhações, necessidades, perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco é que sou forte” (2Coríntios 12,10).
Quando o ego cede seu lugar, transparece a potência de Deus: os cristãos conhecem esta fala. É preciso então procurar a fraqueza, a dificuldade, o revés? Não é preciso procurar aquilo que virá inelutavelmente. Penso que nossa comunicação deveria enraizar-se numa dupla atitude: o sucesso e a fuga, a imersão midiática e a solidão. Cristo na vida pública, apresenta este duplo aspecto: ele mergulha no sucesso da multiplicação dos pães e, à tardinha, retira-se para a montanha (João 6,1-5). Perigoso controlar a audiência e ser ovacionado pelo público: são alimentos artificiais que revigoram o ego. Também a solidão da presença de si mesmo e de Deus pertence ao nosso treinamento cotidiano. O específico do sucesso cristão não é o amor pela cruz como tal, nem o prazer de se humilhar e ser o último de todos, mas a convicção de que a cruz é intrínseca à vida plena e à manifestação de Deus. Sem a cruz, somos incapazes de conformar nosso ego e, sem ela, as pessoas não conseguem perceber aquilo que nos anima por dentro.
As Igrejas pobres ou em dificuldade fazem-nos recordar, melhor que outras a lei da cruz. A revista Ásia Focus cita as palavras de um jornal do Paquistão: “Diferentemente dos lugares onde a teologia é construída nas universidades ou nos seminários relativamente confortáveis [...] a Igreja da Ásia fala mais da cruz, da fraqueza e kénose de Jesus. Os cristãos acolhem com mais prazer uma Igreja que é humilde, paciente e impotente, mas que vive na esperança...”.

(BABIN Pierre e ZUKOWSKI Ângela An. Mídias chance para o Evangelho. Edições Loyola, São Paulo, 2005.)

sábado, 24 de setembro de 2011

Continuar o Evangelho é continuar o impacto


          Um pouco mais de espiritualidade!

             Não identificamos Jesus com os profissionais de comunicação. Jesus não tem nada de jornalista: ele não narra o fato, ele o faz. Os evangelistas foram chamados de primeiros jornalistas, Paulo e Pedro apenas fizeram reverberar o golpe. O Evangelho é da ordem do fato, do golpe. Mas jornalistas e evangelistas têm isto em comum: visam antes de tudo o impacto, seja este um furo jornalístico ou um milagre, a quantidade de exemplares vendidos ou o número de fiéis. Por outro lado, Jesus – como os jornalistas – insere-se de imediato no tecido das infelicidades e das tramas. Ele prefere os doentes e pecadores aos bem apessoados, os trens que descarrilam aos que chegam no horário. A Boa Nova não é anúncio de um céu intemporal, é golpe desferido nas doenças e nos exploradores de então.
            Qual foi o segredo de Jesus? Esse homem testemunhou um amor e uma visão que vinham de outro lugar. Em sua fuga para o Templo de Jerusalém, aos doze anos, deu provas de caráter e discernimento fora do comum: fugir assim, e tão jovem, demonstra que o mal era já uma experiência que o fazia sofrer. Jesus conhecia o mal, fosse ele chamado de Satã, paralisia ou neurose, dominação dos ricos ou hipocrisia dos sacerdotes. Além disso, ligado a seu Pai, Jesus mostrou um incrível poder, não somente de sedução, mas de Solução. O segredo de seu impacto é idêntico ao dos grandes filmes: Jesus conheceu o mal de sua geração. Ele encarnou a grande luta cósmica entre Bem e o Mal. O Evangelho... é o Mal que “escoa”.
            É nosso dever, como pequenos profetas, não repetir uma boa nova intemporal, mas ouvir o grito de nossas populações, a começar pelas mais infelizes. E, ao mesmo tempo, fazer coincidir a infelicidade e a felicidade, a aflição e a Boa Nova. Saber como transmitir o Evangelho na televisão é secundário, falso até. A verdadeira questão é esta: como provocar impacto, como, falando a linguagem de meu povo, engajar-me no grande combate entre liberdade e escravidão, entre doença e vida, entre morte e Vida Plena? Eu diria: o sucesso, em termos cristãos é esse tipo de impacto. Vamos analisá-lo mais de perto, porque tocamos aqui numa das questões fundamentais que se põem todos os dias para cada comunicador cristão.

(BABIN Pierre e ZUKOWSKI Ângela An. Mídias chance para o Evangelho. Edições Loyola, São Paulo, 2005.)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diretrizes da Pascom da Arquidiocese de Salvador

Para alcançar um objetivo traçamos metas, planejamos ações... No trabalho da Pascom na Arquidiocese de Salvador buscamos compreender a nossa missão e definimos algumas diretrizes que norteiam o nosso caminho. Essas diretrizes nasceram de um trabalho feito pela equipe Arquidiocesana de Pascom e foi compartilhada com os agentes de Pascom paroquial. Agora compartilhamos com você a síntese desse trabalho!


A Pastoral da Comunicação é:
  •  Um grupo de pessoas que respondendo ao chamado de Jesus Cristo se reúne para ser comunicação com oração e ação.
  • Um grupo de pessoas que dialoga com a realidade, comunicando o Evangelho, em vista de transformá-la.
  • Uma comunidade atenta a tudo o que acontece na Igreja para comunicar o que ela realmente é e faz.
  • Uma construção em mutirão.
  • Um grupo protagônico, proativo e espiritualizado.
  • Uma comunidade que faz parte de uma rede de comunidades dentro da paróquia, na relação da paróquia com a diocese e com toda sociedade.
  • Um grupo que cuida da qualidade dos relacionamentos interpessoais e intergrupais.
  • Um grupo que cuida da comunicação da Igreja com a sociedade através dos meios de comunicação sociais.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Curso sobre Produção de Eventos



Com o objetivo de capacitar quem deseja atuar com produção de eventos, a Pastoral da Comunicação realiza no dia 17 de setembro, das 8h às 17h30, mais uma edição dos Cursos Rápidos de Iniciação à Comunicação (CRIAC). As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Pastoral de Comunicação (Pascom), localizada na avenida Leovigildo Filgueiras, 270, Garcia. É importante lembrar que estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam a metade do valor da inscrição. Para mais informações pelo telefone: 4009-6688 ou 4009-6604.

Monitores/Currículuns:

Wedson de Oliveira Araujo, missionário, consagrado na Comunidade de Vida Shalom, residente em Salvador desde maio de 2007. Em Aracaju exerceu a função de Diretor de Programação e do Clube do Ouvinte da Rádio Cultura de Sergipe. Em 2005 e 2006 coordenou o Magnificat na capital Sergipana (semente do atual Halleluya) e produziu o Halleluya Salvador. Na capital baiana coordena os eventos da Comunidade Católica Shalom desde 2007.
Itamar Santos, Gestor de Eventos IBES/FACSAL, BI Artes da UFBA, Produtor musical do CD "Chega pra Ca" e "Promocional" da Banda Alto Louvor, Diretor Artístico do Halleluya Salvador 2010/2011, Produtor do Projeto Salvador Acontece (Pascom).
Rafael Gomes, Publicitário, graduado pela FTC, com especialização em Marketing pela UNIFACS. Atualmente é coordenador dos departamentos de marketing e comercial da ST Estruturas; Assessor de Produção e de Comunicação da Banda Alto Louvor e responsável pela assessoria de imprensa do cantor Davidson Silva.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Qual o primeiro passo para iniciar a Pascom na minha paróquia?



            Promessa feita, promessa cumprida!
Nossa amiga Ivani quer saber como e por onde começar o trabalho de Pascom. Então sugerimos algumas coisas. Em primeiro lugar é preciso compreender que toda pastoral [= Ação do Pastor] nasce de uma demanda da comunidade. Antes de qualquer coisa é preciso responder à pergunta: por que precisamos da Pastoral da Comunicação?   A resposta não deve ser fruto do que uma pessoa pensa e sim da reflexão feita em comunidade.
            Quando pensamos em começar a Pascom sempre corremos o risco de querer fazer coisas apenas. Geralmente os grupos nascem para fazer o jornal da paróquia, o site ou o programa de rádio. A missão da Pascom ultrapassa a linha do fazer e sua principal meta é integrar pessoas, comunicar ao mundo o que a Igreja verdadeiramente é e faz. De acordo com o Documento da CNBB, nº 75, Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio, a Pascom é a “pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação”.
            Outro aspecto que deve ser levado em consideração no início dos trabalhos da Pascom é o grupo. Não existe “euquipe”! A equipe da Pascom deve ser formada por pessoas que se identifiquem com a missão de evangelizar através da comunicação. E para integrar uma equipe de Pascom não é preciso ser um profissional da área de comunicação. Mas é necessário ter disponibilidade, estar inserido na comunidade. O agente de Pascom é alguém que reza e está conectado com o mundo.
            E o que fazer em grupo? A Igreja tem uma coleção de documentos sobre a comunicação, sem contar os muitos livros publicados sobre essa temática. É bom que o grupo conheça o que a Igreja pensa e deseja de nós. Paralelo ao estudo deve estar o planejamento da pastoral. E sobre esse assunto a gente conversa depois!
            Sugestões, dúvidas... Deixe o seu comentário!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Irmã Helena Corazza na Pascom

Um bate-papo com agentes da Pascom marcou a visita da Irmã Helena Corazza, fsp, à sede da Pastoral no dia 26 de agosto. Além da equipe arquidiocesana, também participaram desse momento agentes das paróquias de São Gonçalo do Retiro, São Francisco de Assis / Boca do Rio, Santo Antônio/ Cosme de Farias, Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora dos Mares e Santo Amaro de Ipitanga. Também estiveram conosco a equipe da Pascom da Arquidiocese de Feira de Santana. Foi um momento de troca de saberes e experiências.

Irmã Helena Corazza é presidente da Signis Brasil, associação de veículos de comunicação católicos e membro da Equipe de Reflexão da CNBB. 

Depois de uma longa pausa...

Pois é... Aprendi com a raposa, amiga do Pequeno Príncipe, que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos (quem não conhece essa história vale a pena conferir). E é por você, amigo leitor desse blog que retomamos as nossas reflexões após um período de silêncio. Às vezes, uma pausa no que fazemos traz novas inspirações e desejos. Ajuda a avaliar a caminhada feita até aqui. Aproveitamos a oportunidade para propor uma reflexão sobre a importância da pausa.
É muito comum ouvir dos agentes de pastorais o seguinte: não tenho tempo!  Não temos tempo para rezar, para bater um papo, para planejar as nossas atividades. Vivemos numa época em que tudo acontece ao mesmo tempo e sempre temos a sensação de estarmos atrasados. Brigamos o tempo todo com o relógio!
A ausência de um planejamento pastoral e pessoal pode ser a raiz desse ma-estar que vivemos. Ter metas e objetivos claros e bem definidos contribui para que o andamento das nossas atividades seja mais tranquilo. Em breve vamos discutir sobre como deve ser o planejamento da Pastoral da Comunicação.
Voltando ao tema da pausa, lembro aqui dois textos bíblicos que podem nos ajudar nessa reflexão. O primeiro pertence ao relato da Criação presente no livro do Gênesis, 2, 1-4. Após criar e admirar a obra que realizou, Deus descansou no sétimo dia. É isso mesmo, Deus nos ensina que é preciso parar! O descanso aqui, é entendido como o nada-pra-fazer, é o tempo de reflexão, de repouso. Jesus também nos ensina que é preciso ter tempo para rezar. Nos Evangelhos encontramos várias passagens em que Jesus se retira para rezar, como em Mateus, 17, momento em que o Mestre revela a sua divindade aos seus discípulos.
Então, seu grupo de Pascom já tem um planejamento? E você já traçou as suas metas de vida? Que tal começar... Seria maravilhoso receber comentários de sua experiência sobre esse tema!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paróquia Nossa Senhora da Luz celebra o Dia Mundial das Comunicações


A paróquia Nossa Senhora da Luz, no bairro da Pituba, realiza o 2º Encontro de Comunicação, reunindo paroquianos e fiéis de comunidades da forania. A tarde de 4 de junho será um momento para os membros das pastorais e movimentos refletirem a carta do papa para os comunicadores e participarem de oficinas de comunicação. Os participantes poderão escolher entre quatro opções de temas: fotografia, redes sociais, texto jornalístico e novas regras ortográficas. O evento é coordenado pela Pastoral de Comunicação paroquial, e todos os agentes de comunicação estarão envolvidos na atividade. Para se inscrever, o interessado deve enviar um e-mail para pascom@pnsluz.com.br  Informando nome, grupo, paróquia e oficina que deseja participar. As vagas das oficinas são limitadas.


Programação


13:30 - Acolhida aos participantes

14:00 - Palestra de Fernanda Santana, jornalista da Pascom Arquidiocesana. Tema: Carta do Papa Bento XVI, “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.

15:00 - Intervalo

15:20 - Oficinas de Comunicação

- Fotografia

- Produção de textos

- Redes Sociais

- Novas regras ortográficas

17:30 - Encerramento

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia Mundial das Comunicações

Um dia para celebrar o dom da comunicação. Para isso a Igreja instituiu em 1965, com o decreto conciliar Inter Mirifica, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano, o tema proposto para a reflexão é Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital. Todos os anos o papa escreve uma carta para os comunicadores abordando a temática escolhida. Na Arquidiocese de Salvador, uma programação especial foi preparada para este dia. O ponto alto das celebrações será a Missa pelos Comunicadores na Igreja Ascensão do Senhor - CAB, às 9h. Participe conosco!
E na sua paróquia, comunidade? O que vocês estão programando? Contem pra gente! Gostariamos de publicar a programação e também a cobertura fotográfica de vocês! Enviem a programação e depois as fotos para o e-mail: pascomsalvador@yahoo.com.br. Então, aguardo vocês!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pascom qualifica agentes de comunicação

Sábado, 09 de abril é dia de formação para novos agentes de comunicação na Arquidiocese de Salvador. O encontro de qualificação será das 8 às 17 horas, no auditório do Centro Arquidiocesano de Pastoral (Av. Leovigildo Filgueiras, 270, Garcia).  A atividade faz parte do processo continuado de preparação dos agentes e o objetivo é animar a implantação de novos grupos de Pastoral de Comunicação (Pascom) nas paróquias da Arquidiocese. As fichas de inscrição para o encontro foram enviadas para as paróquias e dois representantes indicados pelo pároco devem ser enviados. Outras informações pelo e-mail pascomsalvador@yahoo.com.br ou telefone (71) 4009-6688.
A dinâmica do encontro é a troca de experiências. Grupos já consolidados de Pascom farão apresentações das suas vivências e os participantes também participarão de palestras com os formadores da Pascom Arquidiocesana. Na programação estão temas sobre o que é Pascom e planejamento pastoral, que serão refletidos entre momentos de oração e partilha.
Atualmente, há cerca de 25 grupos de Pascom consolidados na Arquidiocese. São vivências diferentes que usam ferramentas simples e baratas como os murais e os blogs até aparatos mais complexos como a produção de jornais. Mas antes de tudo são pessoas preocupadas com a espiritualidade da comunicação. “A comunicação é um processo relacional. É um encontro com o outro e para que este encontro seja eficaz é necessário o cultivo da espiritualidade. Nós somos a pastoral das relações, que também passa pelos meios de comunicação, e por isso estamos acessíveis a todas as realidades”, explica Patrícia Luz, responsável pela formação dos agentes de Pascom na Arquidiocese.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Posse de Dom Murilo terá transmissão ao vivo do nosso portal

A posse de Dom Murilo como Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil traz inovações no portal da Arquidiocese de Salvador. Com o patrocínio Alltour Turismo, o canal Igreja Vivaserá inaugurado em nossa São Salvador TV com a trasmissão AO VIVO de toda a cerimônia que será realizada dia 25 de março, na Catedral Basílica – Terreiro de Jesus. Alegria, emoção e oração poderão ser vistas de casa pelo público através desta cobertura, que começa a partir das 19h.  Clique aqui para acessar o portal da Arquidiocese.

terça-feira, 1 de março de 2011

BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL

Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã. Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
            Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente. O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendida e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.
            Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.
            As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou. A análise deve ser mais profunda: 
“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais. Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.”
            Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”. Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos: 
“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade. E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.”
            Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”. Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação: 
"A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje."
            Bento XVI reiterou que a "relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas", sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos "valores espirituais" uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.
            Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher "tudo aquilo que existia de positivo" na tradição daquele povo, e "animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo". A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir "horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar" – concluiu o Santo Padre.

PLENÁRIA DO PONTIFÍCIO CONSELHO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
Tem início ontem, em Roma, a sessão plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. Durante os trabalhos serão discutidas, em especial, as contribuições oferecidas pelo Papa na sua Mensagem para o 45º Dia Mundial dedicado aos meios de comunicação social, intitulado “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SER PASCOM

Como os dois remos, necessários para tocar o barco que sobe a correnteza, a Pastoral da Comunicação deve desenvolver duas dimensões complementares; só assim, se manterá e chegará ao lugar certo. A primeira dimensão é a busca de "integração" em favor da Pastoral de Conjunto na Igreja; a segunda, é a construção de uma relação "missionária" da Igreja com o mundo.
A Igreja é servidora; por isso, a Pastoral da Comunicação coloca-se como parceira de todos os que, pela comunicação, querem fazer uma sociedade mais solidária, justa e fraterna. A comunicação não é apenas um meio para a solidariedade; é a primeira e mais básica manifestação de solidariedade.  A Pastoral da Comunicação, portanto, procura ajudar na integração da comunidade e, ao mesmo tempo, participar da ação da comunidade na sociedade, sempre sem perder de vista a construção do Reino a que somos chamados por Cristo.

PERFIL DO COMUNICADOR
O comunicador cristão, seja ele uma liderança religiosa, um Agente da Pastoral da Comunicação, um profissional da área ou um animador da comunicação no espaço educativo, deve apresentar um perfil psicopastoral em que se destaque: 
  • Uma reconhecida capacidade de se relacionar, o que significa capacidade de manter institucionalmente o diálogo com as várias tendências presentes na comunidade e diocese, assim como capacidade de cultivar uma tolerância responsável. 
  • Uma comprovada criatividade na descoberta de soluções para os problemas de comunicação com os quais tiver de lidar, buscando respostas novas e adequadas para situações igualmente novas.
  • Uma condição de visibilidade e de significabilidade, o que significa que o comunicador deve ser importante e significativo para a comunidade, pelo seu testemunho de coerência e tolerância, por sua transparência e sua capacidade de facilitar a todos que se expressem e se comuniquem. Cabe a ele garantir para o receptor o seu lugar de protagonista na comunicação de todas as fases do processo: planejamento, execução e avaliação.
  • Uma abertura para manter-se permanentemente em situação de aprendizagem, fato que levará o APC a buscar permanente atualização nos campos da teoria e tecnologias da comunicação. Enfim, uma profunda abertura para o exercício do diálogo, elemento essencial e específico do projeto cristão de comunicação. (Estudos da CNBB,75/226-232 Ed. Paulus) 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Jesus Cristo, comunicação sem contradição

     Toda reflexão sobre comunicação inclui o tema da complementaridade ou contradição entre meio e mensagem. Para uns, como os famosa Escola de Frankfurt, o meio já é mensagem, existindo uma simbiose perfeita entre um e outro, que carrega seus valores e defeitos. Para muitos, no entanto, o meio tem valores intrínsecos, independente da mensagem e esta, por sua vez, utiliza-se daquele para ser transmitida. Os pensamentos variam mas um coisa é certa: meio e mensagem se complementam e se distinguem.
            Para o comunicador cristão que mergulha em Deus-Comunicação, existe um modelo perfeito que é Jesus Cristo, comunicador do Pai. E ele é base a vida e da ação de quem faz comunicação cristão, justamente, porque, n’Ele  não há contradição entre meio e mensagem.
            Jesus Cristo é “Palavra que se fez carne” (Jo 1, 14a). É mensagem que se fez meio, é teoria que se fez prática, é idéia que se fez atitude, é discurso que se fez ação de amor no meio do mundo.
            Na comunicação de Jesus não há contradição, não há limites entre céu e terra, entre história e eternidade. Tudo n’Ele é simbiose perfeita, é síntese. As rupturas comunicacionais existem tanto quanto mais existe distanciamento da Pessoa de Jesus Cristo. O comunicador que se aproxima dele, afasta-se da contradição.
            “E habitou entre nós” (Jô 1, 14b). Jesus não é comunicação distante, fria, acética. É comunicação próxima, encontro com a natureza humana, olho no olho da realidade de cada homem e mulher. É comunicação que não se fez e faz a  partir de um a priori , mas se realiza na verdade do outro, tendo como ponto de partida o olhar do outro. É comunicação misericordiosa.
            Misericórdia significa sentir com o sentimento alheio, estar próximo da miséria do coração do irmão. Jesus é esta proximidade de Deus. “Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus. Ele, existindo de forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. Humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de Cruz!” Para habitar entre nós ele esvaziou-se, empobreceu-se, despojou-se da sua condição divina.
Para comunicar segundo a proposta de Jesus Cristo é preciso descer das riquezas, das verdades, das certezas. É preciso tornar-se pobre para dialogar com os pobres, é preciso tornar-se outro para estabelecer conexão com os outros.
            Um projeto evangélico do fazer comunicação não pode prescindir  desse descer, desse esvaziar-se. Não pode ser comunicação “para”. Só pode ser comunicação “com”. Construída em mutirão, feita em comunidade, com linguagem popular e metodologia participativa. É comunicação arriscada, pois construtora de verdade a partir do coletivo, do nós, na contramão da comunicação do mundo que tem como ponto de partida uma um emissor soberano da verdade.
          Na contemplação do Verbo que se fez carne, empobrecendo-se para estar com as pessoas, só pode emergir uma comunicação inclusiva, harmoniosa e gregária.  Comunicação que constrói um todo a partir de cada um. O comunicador cristão aprende do Cristo ou, inevitavelmente, fará a comunicação de si mesmo e não do Evangelho.
* Padre Manoel de Oliveira Filho - Coordenador Arquidiocesano de PASCOM

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Deus - Comunicação na dinâmica libertadora

     De fato, toda pessoa que quer aprender, vai buscar o conhecimento numa fonte segura e profunda. O desejo faz buscar em profundidade. Todo comunicador aprende desde sempre que, para bem comunicar, precisa dar atenção ao público-alvo, segundo todas as teorias comunicacionais. É preciso ouvir o público, ir ao seu encontro, perceber suas demandas e suas necessidades. Sem esta premissa, não existe comunicação.
     No livro do Êxodo, capítulo 3, versículos 7-8a, Deus nos dá uma lição de comunicação. Muito antes que qualquer teoria da comunicação fosse elaborada Javé dizia a Moisés que viu a opressão (...), ouviu o grito(...) e conheceu o sofrimento do seu povo. Como conseqüência, desceu para libertá-lo.
     Ver, ouvir, conhecer e descer, ir ao encontro.
    Se estas regras são basilares para a comunicação em geral, o comunicador cristão tem a obrigação de vivê-las, pois não aprendeu nos bancos das universidades ou nos livros da biblioteca. Aprendeu do próprio Deus que não ficou circunscrito a sua divindade, numa eternidade feliz e egoísta, mas se fez e faz encontro com o seu povo.
    O comunicador cristão, mergulhado na experiência do Deus-Libertador, na contemplação profunda desse mistério de amor que não se cansa de amar, deve ser alguém que enxerga o seu irmão, as realidades todas da vida outro e das comunidades. É pessoa aberta para o mundo, com antenas ligadas em tudo que acontece. Ele vê as dores e angústias da história, percebendo os sinais dos tempos, aprendendo dos fatos e dialogando com eles. É pessoa de ouvidos atentos, capazes de ouvir o grito, pedido de socorro, e o sorriso, partilha da alegria. É comunicador que sabe, não apenas, falar mas, também, e muito, ouvir. Ouvir o dito e o não dito.
    Ouvir o não-dito significa dar atenção ao silêncio do outro, perceber a sua ausência como grito de socorro, como chamada de atenção que precisa ser atendida e não cobrada. O ouvir está na dinâmica do acolher, do permitir que o outro seja ele mesmo diante do comunicador. O ouvir está na perspectiva do amor que liberta, porque permite que outro se expresse na grandeza e contradição da sua existência.
     O comunicador cristão conhece o outro, porque contempla o Deus-Libertador que conhece o seu povo.
   A idéia que temos sobre o conhecer, com bases exclusivas na razão, vem da mentalidade iluminista-racionalista. Para nós, filhos e filhas da modernidade, conhecer diz respeito a “saber sobre alguém ou algo”. A perspectiva bíblica do conhecer extrapola essa dimensão. Conhecer, portanto, significa fazer a experiência. É tão profundo e íntimo que Maria, ao saber que seria a mãe do Salvador, respondeu ao ajo que não conhecia homem algum (cf Lc 1,34). Conhecer tem, assim, até uma conotação de ato sexual. Uma palavra apenas e um significado tão largo que tange várias dimensões da existência.
     O comunicador que deseja imitar o Mestre deve conhecer o outro, fazer experiência com ele, vivenciar as sua dores e alegrias, angústias e incertezas, vitórias e derrotas. Não pode ser um sub-burocrata da comunicação, nos gabinetes das suas verdades e certezas. O conhecer ensinado por nosso Deus-Libertador deve levar a um partir, a um “estar com”, fazer morada na vida do outro. Sentir com o outro.
     Deve, portanto, descer.
   Quem vê, ouvi e conhece inevitavelmente, desce. Não pode, não consegue deixar que outro continue sozinho pelas estradas da vida. Quer fazer-se companheiro, comedor do mesmo pão,  cúmplice da mesa história, construtor de comunhão. Ver, ouvir, conhecer e descer. Eis o que nos ensina e para onde nos mobiliza a experiência com Deus-Libertador.

* Padre Manoel Filho - Coordenador Arquidiocesano da Pascom

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Encontro Arquidiocesano de Comunicação

Paróquia: Comunidade Comunicadora é o tema da nona edição do Encontro Arquidiocesano de Comunicação. O evento promovido pela Pastoral da Comunicação acontece no dia 28 de novembro, na UCSAL, campus da Federação, das 8 às 17 horas. O encontro tem como objetivo reunir padres, religiosos e leigos para uma reflexão sobre a necessidade de uma potencialização dos processos de comunicação que ocorrem nas paróquias para que elas se tornem uma rede de comunidades. “Esperamos que, a partir desse encontro, todos adotem o espírito de semear o Evangelho através da comunicação, que é um processo acima de tudo desenvolvido por pessoas”, comenta o coordenador da Pastoral Arquidiocesana de Comunicação, padre Manoel Filho.
Este ano, a temática escolhida será abordada numa palestra com o padre Geraldo Martins, assessor de imprensa da CNBB. Na programação, além da palestra haverá a celebração Eucarística, oficinas e momentos de animação com Irmã Carol. Cada participante pode escolher uma das 13 oficinas oferecidas. As inscrição custa R$ 5,00 (cinco reais) e os interessados podem se inscrever até o dia 24 de novembro na sede da Pascom, no Centro Pastoral (Doroteias, Garcia). As inscrições também podem ser feitas na loja de artigos religiosos Andar Com Fé, em frente à Ricardo Eletro 1º Piso no Salvador Shoppping, nas lojas Paulus, Paulinas, Vozes e Ave Maria.Outras informações pelo telefone 4009-6688. Confira a programação completa e a lista das oficinas!

PROGRAMAÇÃO
8h - Celebração Eucarística
09h30 - Palestra principal
10h30 - Cafezinho
10h45 - Continuação da palestra e plenária
12h - Almoço
14 às 17h - Oficinas

OFICINAS
Dicção
Acolhimento e relações humanas
Texto jornalístico para boletins comunitários
Fotografia para veículos de comunicação alternativos
Comunicação na Catequese
Como falar em público
Produção de vídeo em máquina fotográfica
Produção de programas para rádios comunitárias e serviços de alto-falantes
Evangelização e música
Manuseio de equipamento de som
Murais e cartazes
Expressão corporal
Comunicação na Liturgia

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Deus-Comunicação na criação

O relato da criação que o livro do Gênesis nos trás é carregado de beleza literária e profundidade teológica. Deus Pai, na sua infinita bondade, derrama-se sobre a história criando o universo e todas as criaturas, inclusive, obra-prima da criação, a pessoa humana.

Não vamos nos deter no aparato teológico que o texto nos trás, fazendo uma livre interpretação espiritual da mensagem que ele carrega e do ensinamento que oferece aos comunicadores cristãos.

A grandeza comunicacional do texto já aparece no derramar-se de Deus. Sabemos que a Trindade é a mais perfeita comunidade, onde os três divinos membros têm a sua identidade preservada e mesmo assim vivem numa comunhão tão profunda de amor que formam um só Deus. Cremos e proclamamos que a Trindade é um só Deus em três pessoas. Como deve ser maravilhosa a experiência de comunicação na Comunidade Trinitária. Todo respeito e todo diálogo, toda abertura e toda acolhida. Tudo que existe e pode ser pensado humanamente no que tange à comunicação é infinitamente extrapolado pela experiência trinitária.

E ali podiam ficar o Pai, o Filho e o Espírito Santo em comunhão perfeita e comunicação plena. Eternamente, absolutamente distante da história. E tudo estaria bem.

Não é isso que vivenciamos. O que existe é um Deus que se derrama. A criação é comunicação de Deus para a humanidade, construção de amor, criatividade infinita que não se cansa de criar e recriar todos os dias, em todos os tempo.

“ Faça-se... e a luz se fez”

“ Faça-se... E Deus fez o firmamento.”

“ Faça-se...E assim se fez.”

“ Façamos... Homem e mulher ele os criou.”

(Cf. Gn 1, 1-27)

A palavra-comunicação de Deus é criadora. Deus fala e acontece o novo. O eternamente novo.

Contemplando o mistério amoroso de Deus criador, o comunicador cristão tem muito o que aprender no seu processo de amadurecimento comunicacional. Só existe comunicação cristã quando a palavra é geradora do novo, é palavra criadora.

Não vamos confundir palavra criadora com criatividade. Embora esta seja importante, não é determinante e pode ser perigosa. Podemos vincular criatividade com “novidadismo”. Uma certa ansiedade por novidades vem levando o homem contemporâneo a se distanciar do Projeto de Jesus Cristo e quem lida com comunicação na Igreja pode correr o risco que se emaranhar na roda vida do mercado, criando e aceitando modas e modismos em nome da criatividade.

Não é esta a reflexão pertinente diante do Deus criador. A palavra-comunicação criadora é aquela que toca o coração de quem acolhe e faz, ali, o novo acontecer. Faz despertar as profundidades do ser para perceber o novo que é o próprio Deus, sempre eterno e sempre renovado.

Um exercício maduro de contemplação do mistério de Deus criador faz do comunicador cristão uma pessoa capaz de olhar o outro, enxergando nele a potencia de bem e belo que ele carrega, vendo as dimensões profundas daquela existência, percebendo, para além da aparência, a essência de vida e vigor ali existente.

A palavra criadora que brota da comunicação cristã faz o novo acontecer nas pessoas e no mundo.

É palavra não dita, é olhar que brilha, que sorriso que ilumina.

Vejamos Maria. Grávida da Palavra feito carne, foi visitar Isabel. Estava plena de Deus e no encontro com Isabel fez com que a criança que a prima carregava no ventre pulasse de alegria. (Cf. Lc 1, 39-46)

O comunicador cristão, carregado de Deus, possibilita que a beleza que o outro traz seja potencializada em cada encontro. A vida que o outro carrega, muitas vezes reprimida pelo peso da sua história, pelas dores cotidianas, pelo rigor do trabalho, se renova e salta em pulo de esperança renovada.

Comunicar, portanto, na dinâmica desta contemplação, é fazer o novo acontecer.

Quando contemplamos a grandeza de Deus na obra da criação, como comunicadores cristãos devemos assumir a dimensão de colaboradores nesta obra, neste oitavo dia da criação. A comunicação cristã é continuação da comunicação/criação de Deus.

Quando assumimos esta responsabilidade, aprofundamos o ser comunicação e, consequentemente, aprimoramos o nosso fazer comunicacional com uma qualidade que distingue a nossa ação de todas as outras.

Portanto, uma espiritualidade da comunicação tem o seu início na contemplação do Deus-Criador.

* Padre Manoel Filho - Coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Comunicação

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Curso On line: A web e a evangelização


A Arquidiocese de Campinas, através do Ambiente de Formação Virtual, oferecerá uma nova edição do Curso on-line:  “A WEB e a Evangelização”.  
Objetivo: O curso visa promover uma reflexão sobre a utilização e a divulgação  dos modernos recursos tecnológicos e digitais, especialmente os da chamada WEB 2.0, na pastoral e Evangelização na Igreja, bem como promover o conhecimento de algumas delas.
Ele se insere na dinâmica proposta pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais expressa nas recentes  mensagens do papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicadas ao uso da internet na ação eclesial, principalmente, os recursos interativos que contribuem para uma maior participação dos fieis na vida da comunidade.  Este “‘novo areópago” do tempo moderno, como foi denominada pelo  papa João Paulo II,  já em 1990, pode e deve ser utilizado pelos cristãos na Evangelização (Redemptoris Missio 37,c).    
Público alvo: Agentes de pastoral que se interassem pela utilização da web na Evangelização, especialmente os da Pascom.
Metodologia: O curso será oferecido totalmente na modalidade on-line através do Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede da Arquidiocese de Campinas. Ela será interativa e se baseará  na reflexão pessoal dos textos, vídeos, áudios e imagens indicadas, na interação  assíncrona nos fóruns e na interação  síncrona em chats (opcional)  mediante o  acompanhamento de um orientador(a) nas diversas atividades propostas no do próprio Ambiente Virtual.
O curso será realizado em dois meses, com uma carga horária estimada entre 80hs dividida em 4 módulo. Sugere-se,  que haja uma dedicação pessoal em média de 10hs semanais. Todavia, sendo on- line, cada pessoa organizará seu tempo de estudo.  Confira os módulos do Curso:
1º módulo – Ambientação e Introdução ao Curso  
  • Ambientação e Conhecimento do Ambiente Virtual,
  • Formação on-line e  EAD,
  • Netiqueta: o necessário comportamento social nos recursos interativos da web
2º módulo – Os recursos  da  WEB e  a WEB interativa
  • O que é web, Web 2.0, Web 3.0…. (Web Estática  x WEB Interativa)
  • Os nativos da Internet (Geração X, Y e Z) e o migrantes digitais
  • Os recursos interativos e colaborativos da WEB
  • Editor de textos, planilhas, formulários  on-line
  • Compartilhadores de Arquivos
  • Comunidades Sociais
3º módulo – A  concepção eclesial sobre os Recursos Digitais (documentos e orientações da igreja) e a utilização deles.
  • Estudo dos Documentos do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais
  • Conhecendo alguns trabalhos da Igreja na WEB (blogs, sites, redes socais)
4° módulo –  A Filosofia da WEB 2.0, a Igreja e a Pastoral e a Inclusão Digital
  • O que a Filosofia da WEB 2.0 evoca à Igreja? (uma aproximação com o Evangelho).
  • Interação, Colaboração e Corresponsabilidade – Reflexão para uma eclesiologia de Comunhão e Participação.
  • Direitos autorais na WEB e a Ação Evangelizadora
  • Letramento Digital, Inclusão Social  e a Opção Preferencial pelos Pobres
Certificado: As pessoas que completarem 75% das atividades e interatividades receberão certificado da Arquidiocese de Campinas apenas com validade pastoral.
Exigências:
 Acesso a internet, preferencialmente banda larga (No curso há vídeos que podem não funcionar na internet discada. Todavia, isto não se configura um impedimento para segui-lo)
  • Conhecimento mínimo de internet para a utilização de navegadores (Internet Explorer, Firefox, Google Chrome)
  • Conhecimento de edição de texto (Word e BrOffice)
Previsão de data para início do curso: 27 /09 a 29/11
Investimento: R$ 30,00 (pelos 2 meses). Ele deverá ser efetuado somente no ato da inscrição através do pagseguro
Período de pré-inscrições: Antes das inscrições propriamente ditas, realizaremos um período de pré-inscrições que irá 01/09 a 20/09. Para manifestar seu interesse em se inscrever no curso, disponível através do endereço: http://www.ambientevirtual.org.br/novidades/curso-on-line-a-web-e-a-evangelizacao/